terça-feira, 6 de abril de 2010

Regresso ao Admirável Mundo Novo



desconsertante e assustador.


Nem Nostradamos poderia prever com tanta precisão os acontecimentos que o Huxley descreve neste livro. Um futuro assustador que já chegou para nós. Se por um lado você se sente aliviado por ter consciência do que os propagandistas, políticos, pastores, etc, tentam (com sucesso) fazer com a cabeça das massas, de que no atual estagio de superpopulação, todos não passamos de telespectadores, eleitores, consumidores ou servidores do Senhor Jesus, que cada vez mais o ser humano perde sua individualidade e cada vez menos tem a chance de se expressar como UM, que o mundo se divide em "rebanho" e "condutores do rebanho". por outro lado pode pensar em "de quê adianta?" Não há mais possibilidade de se manter à parte de tudo isso. Você tem consciência, mas o que você faz? Vê as notícias no telejornal, certifica-se de que todos os relatos do livro já estão no nosso cotidiano, revolta-se, apoia a meia dúzia (talvez um pouco mais) de estudantes que vão para as ruas protestar contra isso ou aquilo, porém, tudo isso sem desgrudar sua bunda (com o perdão da expressão) do sofá. Então, de que lado você está? Não está do lado do rebanho porque não se deixa teleguiar, também não está do lado dos condutores pois não exerce poder algum fora das paredes do seu lar. Não existe um terceiro lado. E isso é o que mais assusta. Pode-se ter consciência do que ocorre no mundo, de que todas as previsões de Huxley são verdadeiras, mas UM apenas não pode fazer nada.
Há tempos não ficava tão impressionada com uma leitura.

 
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